meridiano - do latim meridies, "linha que une os lugares que têm o meio-dia ao mesmo tempo" ou "a linha do meio-dia". A mesma raiz latina deu origem aos termos Ante Meridiem (AM), antes do meio-dia, e Post Meridiem (PM), depois do meio-dia.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Insónias

Preciso de nomes de uma qualquer coisa natural, que não implique ter que acordar a mãe do rapaz do terceiro andar às duas e meia da manhã, que me ajude a dormir. Putas de insónias. O desespero chega a isto. Considerei a hipótese, considerei. Mas a senhora deita-se cedo e os efeitos podem não ser os desejados. Rir sozinha porque sim durante duas horas não é exactamente o que tinha em mente. Sexo está fora de questão. Se calhar o problema é mesmo esse. Está fora (de questão, de rotina, da minha vida, enfim) há demasiado tempo. Quanto tempo é demasiado tempo para mim? Duas semanas.

Capital

Isto de se fazer de conta que se é anónima e mascarar-se atrás de uma foto tirada da net de uns lábios vermelhos tem a sua vantagem. Posso, assim, dizer sem que ninguém me trucide que a semana passada voltei a Lisboa e gosto tanto daquilo que era bem capaz de me mudar para lá. Mas depois lembro-me que me ofereceram qualquer coisa escondida num casaco três vezes entre a Praça do Comércio e a Praça da Figueira, em plena luz do dia e perde a magia toda. Se quiser fazer compras dessas, só preciso tocar numa campainha do terceiro andar, de chinelos e roupão se me apetecer. Venha quem vier, há comodidades que falam mais alto.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Falta de Teclas

Acho que já tinha dito algures que isto (i.e. o blogue) era uma espécie de saco do lixo pessoal, um saco de boxe da alma, uma coisa para descomprimir, assim mais ou menos. Ora nem sempre uma pessoa deita tudo fora (recicla-se) ou está com vontade de sovar uma estrutura cilíndrica pendurada no tecto, cheia de qualquer coisa consistente (honestamente, nunca vi/ senti). Daí que, há que ter paciência. Mas eu estou cá. Hoje, por exemplo, vim tentar saber para que serve a tecla "Pause Break". Caíu, e pergunto-me se vou realmente precisar dela. 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pétala(s)

Há uns anos, a minha amiga M. passou uns serões ocasionais a brincar aos pais e às mães (palavras dela) com um L., que tinha conhecido num daqueles antigos programas de chat que às vezes algumas pessoas usam/ usavam para descomprimir e encontrar quem vá para a cama com elas. Aparentemente, entre uma e outra até conversavam de outros interesses que tinham em comum (silêncio pós-coital deve ser chato), acabando a mencionar uma tal ex-namorada, tipa impecável, e que grandes amigos que eles ainda eram.
Esta história só teria verdadeiramente piada se a tal  miúda não fosse nem ex nem parva nenhuma. Um belo dia a minha querida amiga recebe uma sms dela simplesmente a perguntar se sabia que o moço tinha namorada que, por sinal, era ela própria. Oscilou entre "Oh, foda-se, foda-se, foda-se, foda-se, faço de conta que não é nada comigo", "Estou fodida, ainda me aparece aqui à porta e mata-me de pancada", "Atracção Fatal ao contrário", "Vou fugir para parte incerta", "grande cabrão". Desceu sobre ela uma coisa a que chama "solidariedade feminina" ( afinal, isto existe, digo eu, embora esteja certa que a minha amiga pensou sair melhor da história se admitisse tudo). Pediu desculpa, mas não fazia ideia. Mensagem puxa mensagem a outra já lhe agradecia a franqueza e, se entendi bem, até ficou no ar uma vontade de um café, que agora que já não tinha namorado até tinha tempo para isso.
Passaram uns anos, uma emigrou, a outra seguiu com a vida dela, o outro desapareceu do mapa e eis que surge o famigerado Facebook. O outro lá adiciona a minha amiga, não manda mais que um beijinho virtual, pelos vistos engordou e tudo (egos femininos a vibrar de contentamento), e meses depois a ex-namorada descobre-a na lista de amigos. Trocam mails sobre as voltas e coincidências da vida e ficam-se a rir da velha história (e provavelmente a imaginar a cara do  gajo quando ler "M.F. é agora amigo(a) de S.L.") e fica no ar um café um dia destes.
Duvido que algum dia se encontrem. Também ainda não sei a moral da história (cuja maior parte tive que arrancar a frio, sem anestesia). Pareceu digna do espaço.

Do súbito aparecimento de apêndices

Hoje, pela hora de almoço, eu descontraidamente a fumar um cigarro e desaba sobre mim qualquer coisa. Longe de ser um vaso da varanda da  vaca (a vizinha de cima), foi a sensação de me ter crescido um par de tomates.  O que, sendo eu uma mulher, só pode ser no sentido figurado. Pequeninos, tímidos e depilados (esta parte dos depilados dava tema para outro post), é verdade, mas...tcharan! Finalmente apareceram. Este, como diria alguém, já marchou. Puxei o fio, empurrei o banco, torturei os interruptores, arranquei-o da ficha.  O que é curioso é o quanto  me sabe a uma massagem nos pés depois de um dia em cima de saltos: Muito bem. Pronto, eu estive quase quase para escrever O post com "já tinhas juízo, etc etc" mas não foi preciso.  Provavelmente pela primeira vez em toda a vida,  um ponto final sabe a dois pontos hífen parênteses à direita . Acho que a centelha foi o que a prima desdentada me atirou com cheiro a boca em decomposição, analisado por mim em hora e meia de estrada: Eu sei realmente o que quero. Quando não sei o que quero, sei o que não quero ( em minha defesa tenho a dizer que isto não é projecção/ treta/ esquizofrenia/ bipolaridade, porque aparentemente há neste mundo há quem duvide da minha "cabeça arrumada" e a minha própria mãe marcou-me uma consulta no psiquiatra quando eu tinha 20 anos precisamente por causa disso e só isso é um tema para outra conversa. Respirar fundo).
Back in business, portanto, com dois novos redescobertos adereços no sentido figurado.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A mania

O objectivo inicial era chegar no sábado à tarde e vir embora no domingo depois de almoço. Pelo sim, pelo não, surripiei dois comprimidos da farmácia da minha avó - para me deitar cedo e levantar o mais tarde possível. Ainda estou a tentar descobrir como é que me convenceram a ficar até segunda. Desde pequena que detesto passar ali mais de duas horas. quanto mais três intermináveis dias. Com 5 anos de idade era porque ali comia-se tudo o que estava no prato e a minha tia cozinha mal. Trinta anos depois, cozinho eu  (menos mal) para fintar o tédio monumental ( até à missa fui), aproveitei para me escapar para Lamego assim que os apanhei de costas, a fingir que tinha coisas importantes para fazer num domingo à tarde de ar quase irrespirável. A cereja em cima do bolo, ouvir de uma boca meio desdentada, com menos 10 anos de idade , três filhos e um marido com ainda menos dentes:
"É por isso que estás encalhada, sabes?! Tens a mania que sabes o que queres..."
Nunca ninguém me tinha chamado encalhada. Muito menos que saber o que quero é mania. Foi nesta altura que tomei os comprimidos. Depois acordei, meti-me no carro e tive vontade de beijar toda a entrada do prédio assim que pus a chave na porta.
Foi assim.

Momento "WTF" em "Bom"

Eu vinha aqui despejar as neuroses resultantes de um fim de semana prolongado que foi uma autêntica merda, juro. Mas depois vi que tinha 6 (!!!) seguidores. Depois de mais um bocadinho reparei que um dos seguidores é a Pólo Norte. Assim, o post vai ficar para mais logo que eu vou ali dar saltinhos durante um bocadito e comer uma queijada. Pronto, seis.

(Edit) 00:25 - Afinal, são sete. Salta mais uma queijada. Fui eu que fiz. Mereço. A propósito de bons WTF, deuses, deixo de fumar se algum dia aparecer por ali o Capitão Microondas. Ou o Mak. E Sem ofensa aos outros. Estou o equivalente a star struck. Mas isto passa com mais uma.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

(A) Mulher da Minha Vida,

Há uns aninhos (mais do que ela queria e menos do que realmente parece) a minha melhor amiga nasceu, também a uma sexta-feira 13. Desde que a conheço que tem tentado desmistificar a ideia deste dia ser sinónimo de azar com o facto de ter tido a sorte de nascer. Com toda a razão. Todos concordam. Há pessoas que nascem para ser um sol na vida dos outros.
Ela (ainda) não lê esta coisa, de cuja existência nem sonha mas aqui fica a minha homenagem. Aquilo que esperas, aquilo grande que vive à espera que lhe aconteças, existe. É uma questão de tempo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Depois

 Comecemos por dividir tudo em dois grupos: De um lado temos aquilo que podemos mudar  e que depende só de nós. De outro, o que é impossível alterar a curto ou médio prazo (porque não depende só de nós, pelo destino, karma ou afins, por capacidades que não temos, porque não acertamos um jackpot, etc, etc). Neste grupo não há dicas.
Aquilo que nos espera depois dos 25 (ou dos trinta, ou dos trinta e cinco...) é justamente aquilo que fizemos por merecer nos anos anteriores. Podemos falar do corpo, de relacionamentos, de emprego, de tudo aquilo que constitui a nossa própria ideia de felicidade. Toda a gente te leva a sério (ou devia) porque, aparentemente, já tens idade para saber aquilo que queres. E tens mesmo, por isso é melhor começares a pensar nisso. Daí que, se alguns anos mais tarde deres por ti a lamentar-te ou não, a maior parte da responsabilidade é mesmo só tua.  O lado positivo é teres cada vez mais experiência e maturidade e garra e cojones para discernir o que é realmente importante e, se quiseres, mudares tudo. O que espera - ou devia esperar - depois dos 25 não são só rugas de expressão e a maldita força da gravidade. É a tua vida toda.  

(A Maria queria dicas e eu um tema para um post. A mim bastou-me, espero que à Maria também.)